sábado, 13 de novembro de 2021

Analfabeto funcional ou picareta profissional?


Por isso que faço a pergunta: será que existe uma analfabetismo funcional ou o que temos são picaretas profissionais que ensinam uma falsa percepção de inteligência (pseudointelectualismo), levando os estudantes a incapacidade de perceber a realidade fática a sua volta?


Hoje, dia 13/11/2021, revi no Instagram um trecho do programa show do milhão em que foi perguntado como se denomina os números que representam uma sequencia. Entre as alternativas estavam cardinais e ordinais. A participante decidiu perguntar aos universitários, que responderam de maneira convicta ser "cardinais" a resposta correta.


A postagem na referida rede social era uma crítica a crise educacional pela qual passa nosso país, mas para além da crítica política, me fez lembrar de algo que venho pensando ultimamente: será que realmente existe o tal analfabetismo funcional?


Veja caro leitor, é óbvio que a defasagem educacional de nossas crianças e adolescente no que tange a interpretação de texto e aquisição de vocabulário é um grande problema. Mas será que o chamado analfabetismo político é uma realidade? Mas vamos com calma, não tenho a pretensão de fazer desse texto uma tese, apenas quero lançar um questionamento, se efetivamente existe uma defasagem que leva uma pessoa a não compreender o que lê, ou seria isso resultado de uma ideologia que faz com que a pessoa desconsidere a realidade fática?


Vou explicar melhor. Como falávamos, a defasagem na prática da interpretação de texto e pobreza de vocabulário levam inevitavelmente a dificuldade em interpretar um texto, mas isso se resolve com um pouco de estudo, boa vontade e leitura. O que vemos hoje é uma plena incapacidade de se associar palavras a elas mesmas, mesmo sem saber seu significado, ora isso não é uma carência técnica, mas uma questão psicológica, que a meu ver só pode acontecer mediante um condicionamento ideológico.


Perceba, nobre leitor, que no caso do programa Show do Milhão, os participantes foram incapazes de associar as palavras sequencia, ordem a terminologia ordinal. Isso provavelmente se dá pela falta de atenção aos estudos básicos, bem como a pratica reiterada de dissociação da realidade. Há anos que os estudantes universitários são acostumados ao falso discurso de que a inteligência precisa ver além do óbvio, que as reflexões verdadeiramente inteligentes são complexas e vão além da realidade que se percebe pelos sentidos.


Espero que o leitor consiga perceber como isso é nocivo! Não mais é a realidade que está diante de nossos olhos que vale, mas sim o que pensamos a partir de ideias que nos são dadas e assim pensamos não mais naquilo que é real mas sim naquilo que construímos. 


Claro que os estudantes podem ter se confundido, mas a verdade é que se eles estudassem a partir de dados reais e tivessem uma educação que estimulasse a descrever a realidade, conseguiriam fazer a associação que falei acima, mesmo não sendo matemáticos, bastando conhecer o básico da língua portuguesa.


Por isso que faço a pergunta: será que existe uma analfabetismo funcional ou o que temos são picaretas profissionais que ensinam uma falsa percepção de inteligência (pseudointelectualismo), levando os estudantes a incapacidade de perceber a realidade fática a sua volta? Por isso vamos ficar atentos ao que nossas crianças estão aprendendo e lutarmos para que essas narrativas picaretas não asfixiem a verdade na mente dos nossos filhos.


Leia também:

    

sábado, 30 de outubro de 2021

Mudaram a verdade?

Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos,(...) pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. Amém. (Romanos 1.22 e 25)


Assim aconteceu na modernidade, Transformaram opiniões em verdades, opiniões são relativas verdades são absolutas. 



 

Todos estamos acompanhando as discussões em torno da ideologia de gênero e afins. Vemos os ânimos alterados, atletas demitidos de seus clubes por pressão dos patrocinadores devido ao receio da “publicidade negativa”, e a pior parte disso tudo, as propostas de ensino das crianças e a sexualização infantil.

 

Muito bem, minha grande preocupação aqui é propor uma reflexão sobre a razão de nós cristãos estarmos perdendo campo nessa discussão, em como as pessoas desprezam nossos argumentos sobre esse assunto dizendo que somos apenas fanáticos, retrógrados e preconceituosos.

 

Devemos primeiramente entender o que aconteceu no mundo para que chegasse a isso. Obviamente que o processo não é percebido por todos, pois não é difícil levar as pessoas a acreditarem em narrativas, desde que essas sirvam a algum desejo ou interesse das pessoas.

 

Bem sabemos que o ser humano tende a não se compromissar e é, por natureza, egoísta. Portanto todo discurso que dê legitimidade ao nosso egoísmo e sustente a nossa libertinagem, será aceito e celebrado. Explico melhor, todo discurso que dê ao jovem argumentos para se livrar da autoridade de seus pais e das responsabilidades do estudo, ou torne aceitável que se despreze as responsabilidades do matrimonio será bem vindo.

 

Me lembro do conto de Machado de Assis “O segredo do Bonzo” em que um “sábio” de nome Pomada diz que a opinião ou a crença valem mais que a realidade, afinal quando algo está presente na realidade mas não é compreendido ou valorizado se torna irrelevante, entretanto quando um grupo acredita em algo, mesmo não havendo correspondência na realidade isso se torna real, aceito e irrefutável. Portanto vale mais a crença e a opinião que a realidade. Assim aconteceu na modernidade. Transformaram opiniões em verdades, opiniões são relativas verdades são absolutas. 


Com o pensamento existencialista que nada mais é que a ideia de ausência de uma natureza humana, ou seja, cada um deve dizer o que é, criando seus próprios valores e realidade. O problema é que o universo não existe a partir de agora, há uma realidade que me precede, existem seres humanos que vieram antes de mim, não sou o que quero ou penso, sou um indivíduo de uma espécie, membro de uma família, de uma comunidade, de um país, de um universo, governado por Criador Soberano, onipotente, onipresente e onisciente (Eric Voegelin).

 

Embora uma realidade exista, as pessoas criam narrativas que sobrepõem a realidade, portanto nossa postura deve ser a seguinte: não temos preconceito ou ódio, apenas não acreditamos em tais narrativas, sabemos que há uma realidade que nos precede e a partir disso é que pautamos nossas vidas.

 

O cristão acredita no conceito de família que trouxe a humanidade até aqui. Ora, os gregos que defendiam e praticavam a homoafetividade e a louvavam, crendo que um homem transferia sua força a outro pelo ato sexual, não aceitavam o casamento homoafetivo, exatamente por entender que a família tem a sua importância social na procriação e na própria estabilidade social.

 

Portanto precisamos ser propositivos e apresentar nossas crenças de maneira firme, mas não partindo das mesmas ideias deles. Temos que desconstruir as ideias, mostrando por exemplo que o aborto não é um direito ao planejamento familiar, para isso temos os métodos contraceptivos. Na verdade o aborto, como dito anteriormente é apenas uma ferramenta para que as pessoas não assumam suas responsabilidades.

 

Por fim devemos lembrar, principalmente aos nossos jovens que não há nada de inteligente em criar discursos contra a realidade que se apresenta, isso na verdade é tolice, como nos lembra o primeiro imortal, Machado de Assis, no conto citado. Infelizmente, esses falsos intelectuais e formadores de opiniões tentam mostrar como são inteligentes por relativizarem a verdade, dizendo que não há verdade absoluta e que podemos criar nossas "verdades" e valores, quando na realidade a inteligência está em se curvar a verdade que se apresenta a nós e aceitarmos o que foi posto pelo Criador. Não mudemos a verdade que Deus estabeleceu!

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terça-feira, 17 de agosto de 2021

Complexo de Judas


“um belo discurso disfarça qualquer má intenção, fazendo do soberbo traidor o mais generoso e humilde dos homens”



Cada dia fica mais notório a polarização que vem caracterizando a sociedade brasileira, ninguém está disposto a rever as próprias opiniões e para sustentá-las se valem de todo tipo de argumento; não importando se são válidos, verdadeiros ou mesmo se fazem sentido; vale até ignorar a língua portuguesa. Para isso o argumento absurdo é quase o mesmo: a garantia de direitos fundamentais. Que belo discurso para esconder as intenções escusas.
              
Em nome de garantir os direitos dos pobres de ter um julgamento justo, com ampla defesa, vale até soltar poderosos condenados em duas instâncias. Embora o texto Constitucional e legal (infraconstitucional) seja o mesmo de quando a prisão em segunda instância foi autorizada, pela mesma corte, pouco tempo antes, agora os interesses mudaram, embora seja necessário cumprir a literalidade constitucional em nome da garantia de direitos do mais pobre ao mais rico; apenas os poderosos gozaram dos efeitos dessa decisão. Afinal de contas o ladrão de galinha custa a conseguir uma apelação para a segunda instância, quem dirá para o STF.
            
O argumento lindo de garantia de direitos não para por ai, serve para autorizar o aborto, afinal de contas temos que garantir o direito fundamental da mulher sobre seu próprio corpo, mesmo que isso custe a vida de outro indivíduo – que não faz parte do seu corpo, nem a ele está ligado –, indivíduo esse indefeso, com direitos garantidos pela legislação, e que goza dos mesmos direitos fundamentais que sua genitora. Além disso, como lembra a jurista Janaina Paschoal ninguém tem direito sobre outra pessoa, uma das características dos direitos fundamentais é serem personalíssimos e inalienáveis, ou seja, não se transfere nem se “abre mão”, respectivamente.
            
Quando parece que isso é coisa só de progressista, aparece a galera dando um “cala boca” em um grupo de humor por ofender suas crenças religiosas, não que os progressistas não façam isso, pois fazem com muito mais competência. Mas se hoje exigimos do poder público que cale quem quer seja, amanhã pode ser nossas igrejas a serem fechadas e nossa fé proibida. E sempre com o mesmo discurso, a defesa dos direitos fundamentais.
            
Contraditoriamente eu defendo os meus direitos fundamentais acachapando os mesmos direitos fundamentais do meu concidadão... “Isso é humano, demasiadamente humano”. Postura tanto da esquerda progressista, quanto da direita reacionária. São faces da mesma moeda, nenhuma dessas ideologias sabe o que é democracia.
            
Para explicar esse fenômeno vale recorrer ao complexo de Judas. No livro “A Máfia dos Mendigos”, o pastor e economista Yago Martins nos leva a refletir sobre a postura de Judas (o autor usa a expressão “espírito de Judas”) ao ver uma mulher derramar um óleo caríssimo aos pés de Jesus, assim protesta: “Por que este perfume não foi vendido, e o dinheiro dado aos pobres?”[1] Perceba que se trata da mesma coisa, aparentemente a fala do discípulo traidor é irrefutável, quem condenaria um discurso que visa defender direitos dos mais pobres? Ninguém!
            
Contudo nos versículos seguintes a máscara de Judas é retirada, quando o texto nos informa que ele detinha a bolsa de dinheiro e não tinha o menor interesse na causa dos mais necessitados, estava unicamente interessado no lucro que poderia ter com aquilo.
            
De maneira idêntica a máscara cai nos nossos dias, quando percebemos que a decisão em revogar a permissão da prisão em segunda instância é apenas para beneficiar seus aliados ou protegidos, o discurso pró-aborto não tem nada a ver com direitos ou dignidade da mulher, está atrelado ao desejo pela libertinagem, descompromisso e irresponsabilidade, pois no fundo não querem assumir o ônus de serem responsáveis pelos próprios atos. Bem como o discurso pela liberdade religiosa não passa de ressentimento e se trata da mesma atitude dos progressistas quando querem calar a opinião dos que lhe são contrários.
            
Enfim, um belo discurso disfarça qualquer má intenção, fazendo do soberbo traidor o mais generoso e humilde dos homens.





[1]Evangelho segundo João 12.5

Queimando Alexandria

 “Que Deus nos ajude a vencermos nossa tolice...”

Às vezes paro para refletir sobre algumas coisas e fico impressionado em ver como a Bíblia se aplica perfeitamente às mais diferentes situações e debates da atualidade.

No segundo semestre de 2019 [não me lembro o mês específico] li o famoso livro Fahrenheit 451, na mesma época ouvi pela primeira vez a música Alexandria, do cantor e compositor Tiago Iorc; imediatamente relacionei as duas temáticas.

A canção é uma clara reflexão sobre a alienação coletiva e desprezo pelo conhecimento, vejamos dois trechos, sendo o primeiro o refrão e o segundo uma das ultimas estrofes da excelente canção:

Gente demais, com tempo demais,
Falando demais, alto demais
Vamos atrás de um pouco de paz
[...] 
A gente queima todo dia
Mil bibliotecas de Alexandria
A gente teima antes temia
Já não sabe o que sabia

No refrão quando o cantor fala de pessoas falando demais, com tempo demais e alto demais, claramente vemos uma referência às falas impensadas e sem o menor fundamento, movidas por paixões ou ideias que a pessoa desconhece a origem; reflexão essa que aparece já nos primeiros versos: “Não tiro a razão de quem não tem razão [...] Não dou razão a quem perde a razão”.

Já na estrofe que destacamos se faz uma reflexão sobre a destruição da cultura, algo que sempre existiu; é interessante lembrar a história da destruição da biblioteca de Alexandria, essa não se deu em um único ato de barbárie, mas sim após várias invasões e investidas um grande incêndio a destruiu. O compositor com sua sagacidade percebe que estamos no mesmo caminho, pensamos saber quando não sabemos e desprezamos, “queimamos” a principal fonte de conhecimento que são os livros.

E quanto ao livro citado? Em Fahrenheit 451, brilhante distopia escrita por Ray Bradbury, publicada em 1953, o autor nos leva a um futuro não muito distante de sua época (que seria aproximadamente a terceira década do presente século XXI) em que os bombeiros passaram a provocar incêndios ao invés de combate-los; contudo tais incêndios possuem um único objetivo: destruir os livros.

Provavelmente o leitor que não teve a oportunidade de ler a obra citada deve estar imaginando que tal atrocidade ocorre pela imposição de um governo tirânico; lamento informar, mas não. A destruição dos livros se dá exatamente em resposta a uma tendência da sociedade em desprezar tudo que incomodava e trazia qualquer tipo de angustia ou sofrimento, as pessoas se distraiam com a telas enormes que exibiam interruptamente uma programação cujo objetivo era apenas o entretenimento, satisfazendo uma busca continua e desenfreada pela felicidade.

Parece-me que se o autor trocasse as telas enormes que cobriam as paredes das casas – casas essas que eram a prova de fogo, por isso se podia queimar os livros a vontade – pelos aparelhos eletrônicos de uso pessoal (smartphones, PC’s e tablets) ele teria acertado em cheio.

E o que a Bíblia tem com isso? Ora, no livro de Provérbios, o rei Salomão atrela em vários de seus aforismas a sabedoria ao conhecimento e coloca como tolo aquele que despreza o conhecimento, dizendo que o tolo não tem prazer no conhecimento, mas sim em expor o que pensa[1], mesmo sem embasamento algum.

Infelizmente a tolice na tradição judaico cristã não é uma opção, mas uma condição, como nos lembra o pastor Jonas Madureira em seu livro Inteligência Humilhada. Como todo pecado, nascemos inclinados a ele, portanto a pergunta não é o que nos faz tolos; mas como saímos dessa condição? Essa luta não é fácil! Como é mais fácil e prazeroso assistir a adaptação do romance para o cinema; ou assistir o documentário ao invés de ler sobre a ciência; ou simplesmente assistir/ouvir um discurso tolo, sem fundamento e repeti-lo igual a um papagaio, ao invés de estudar para termos embasamento para opinar.

Como disse Nelson Rodrigues: “Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos". Até parece que o livro se baseou nesse pensamento[2]. Que Deus nos ajude a vencermos nossa tolice para que possamos parar de queimar Alexandria.



[1] Provérbios 18.2 Não toma prazer o tolo no entendimento, senão em que se descubra o seu coração.(A.R.C.)
[2] Sei que seria anacronismo, pois Nelson Rodrigues escreve posteriormente a publicação de Fahrenheit 451

Pra não dizer que não suavizei

“a única liberdade que temos é de escolher por quem seremos influenciados”

É sempre divertido ouvir nosso presidente falando, seu jeito coloquial, um tanto irreverente e bem iconoclasta, sem se preocupar com as críticas o presidente fala o que vem a cabeça e, às vezes, por tentar ser mais suave, a fala sai muito pior do que o aquilo que pensava.

Uma das ultimas declarações dele foi sobre os livros didáticos: “muitos são um amontoado de palavras, tem que suavizar”, vamos combinar que muita coisa nos livros didáticos são inúteis mesmo; lembro que meus professores, tanto na escola particular como na escola pública, usavam muito pouco os livros didáticos.

Essa fala específica do presidente parece ter sido suavizada, pois o que ele pensou, provavelmente foi bem mais agressivo, acho que sua intenção era atacar a suposta ideologia presente nos livros, varrer os comunistas ou algo assim.

Contudo, a fala do presidente não me divertiu tanto quanto os comentários, a ferocidade com que condenaram sua crítica; ora o que esperavam? Nosso atual presidente não é um acadêmico, muito menos um erudito escritor, é um político e a fala dele, pode ter certeza, alcançou seus apoiadores; ou seriam torcedores fanáticos?

Seja o que for, alcançou quem tinha que alcançar. O que os jornalistas, youtubers e formadores de opinião em geral não percebem é que o presidente não está falando para eles e ao criticarem dessa maneira rasa e altiva, sem efetivamente contra argumentar, estão na verdade ajudando ao presidente a se tornar ainda mais popular; assim como a direita ajudou o PT, seja Lula, Dilma ou Haddad a crescerem no imaginário do povo, sendo que os dois primeiros venceram juntos quatro eleições.

O que a galera não entende é que coerência, discurso concatenado e eloquência não vencem eleição. Como nos lembra Luiz Felipe Pondé, voto consciente não existe, pois a grande maioria das pessoas não tem tempo de acompanhar de perto a vida política. Eu sei que existem pessoas que realmente acompanham a vida política, participam de reuniões, audiências públicas e sabem o que fazem os representantes; contudo esses são a ínfima minoria, são aqueles que trabalham com isso, desempenham atividades relacionadas à vida política ou possuem tempo para acompanhar, ou seja, aqueles que já estão com as contas pagas ou pagam suas contas acompanhando a política efetivamente estão inteirados. Sendo assim a consciência que realmente existe é saber que somos influenciados pelo marketing.

Sim, sou uma pessoa suscetível à propaganda, na verdade você também é; apenas foi treinado para parecer alguém superior que não se deixa influenciar e pensa com a própria cabeça. Todos que leram mais de dois livros na vida e possuem uma maturidade mediana sabem que são influenciados e que não é possível pensar com a própria cabeça, é preciso ter referências. A única liberdade que temos é de escolher por quem seremos influenciados, quem irá nos fornecer nosso referencial para pensar.

Nesse sentido toda vez que, o presidente, “solta suas pérolas” está falando para o seu público, e sim chamo de público, pois o marketing atinge público, que a cada dois anos são eleitores; só ingênuos pensam que política se faz sem marketing.

Só os torcedores fanáticos do atual presidente não percebem que os verdadeiros democratas e liberais em seu governo são os ministros Paulo Guedes, Sérgio Moro, Tereza Cristina e Ricardo Sales, sendo assim, não me arrependo de ter votado nele, pois realmente escolheu um bom time, embora ele mesmo tenha uma postura muito questionável. Além do mais prefiro suas pérolas que são bem mais lapidadas do que as pérolas da antiga “presidenta”.

Mas pra não dizer que não suavizei, afirmo que em 2022, se não tiver outro candidato alinhado com o liberalismo econômico e conservadorismo, tendo um bom time de ministros, votarei novamente em Jair Messias Bolsonaro, como fiz na ultima eleição: entre Bolsonaro e Haddad votei em Paulo Guedes.

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O Poço – Ideologia Insuficiente


...o protagonista, mesmo no fundo POÇO ainda acredita no “POSSO mudar a realidade”

...nada de bom vem de homens egoístas, pois até o que tentamos fazer de bom não passa de atitudes egoístas que visam nossos próprios interesses (Isaías 64.6).




No ano passado (2019) apresentei um trabalho no Encontro Nacional de Filosofia da Uninter (faculdade em que curso Filosofia) com o título “Ideologia Insuficiente[1], esse trabalho teve origem em uma resenha que publiquei na revista Percurso Acadêmico sobre o conto de Machado de AssisIgreja do Diabo” sob o título “Direito do Diabo[2]; em ambos os textos basicamente defendo que uma ideologia, seja ela qual for, é insuficiente para explicar a realidade.

Na obra do “imortal”[3] Machado de Assis o diabo comunica a Deus que fará sua própria igreja e seus ensinos serão totalmente contrários aos de Deus, bem como as praticas ensinadas serão todas contrárias aos costumes vigentes. Para a surpresa do diabo, em pouco tempo as pessoas voltaram a praticar as virtudes de outrora. Percebo nisso que não adianta querer impor costumes, comportamentos, seja pela lei (imposição legal que chamo de Direito do Diabo em minha resenha) ou por narrativas, embora essa ultima seja eficaz exatamente pela sua sutileza.

Mas seja qual for o método de imposição de uma ideologia ele fracassará mais cedo ou mais tarde; e esse fracasso, bem como os suas razões são expressas no final do filme “O Poço”.

Para quem não viu o filme – aconselho que não vejam caso tenham estômago fraco, pois é violento, polêmico e não tem um final feliz, se é que tem um final... E mais, em hipótese alguma permita que crianças e adolescentes assistam a esse filme.

Trata-se de uma estrutura vertical, com dois indivíduos em cada andar, ninguém sabe ao certo quantos andares têm, até que uma ex funcionária da administração afirma existir 250 andares. Diariamente desce uma plataforma com comida que para por um curto espaço de tempo em cada andar para que as pessoas se alimentem. Claro que aqueles que estão e cima comem mais, até que não sobre nada para aqueles que estão nos últimos níveis. Detalhe, a cada mês os indivíduos são mudados de nível.

O protagonista, ao acordar no nível 6, calcula o tempo que a plataforma demora para voltar a subir e com isso faz um estimativa de quantos andares tem, com a ajuda de seu companheiro de nível ele resolve descer e distribuir a comida de modo que todos possam comer. Começam usando de violência e decidem não dar alimento algum aos 50 primeiros níveis e a partir do nível 51 começar a distribuir comida.

Contudo antes de chegar no nível 51 eles encontram um homem na cadeira de rodas que diz ser necessário primeiro tentarem convencer as pessoas a acreditar neles, caso não aceitem ai sim devem recorrer a violência pois uma mensagem deve ser entregue. Argumento típico de quem defende ideologias, afinal eles sabem o que é melhor e por isso vale tudo.

A medida que descem os confrontos são mais intensos, descobrem que a plataforma não para em níveis onde não há pessoas vivas, o que coloca a matemática do protagonista em xeque; para sua surpresa ainda maior, há muito mais que 250 níveis, são na verdade 333, uma clara alusão ao apocalipse bíblico.

Mas o que quero ressaltar é o que Nassim Nicholas Taleb, em seu aclamado “A lógica do Cisne Negro”nos diz, sabemos muito menos do que achamos saber, e o pouco que sabemos é de uma irrelevância imensa. Afirmação perturbadora, ainda mais para aqueles que defendem ideologias e não se importam com a verdade.

No final, o protagonista, mesmo no fundo POÇO ainda acredita no “POSSO mudar a realidade”. Ele não admite sua ignorância, não percebe que nem mesmo a administração sabia a verdade, pois acreditava estar enviando comida suficiente e apenas o egoísmo impedia que todos tivessem acesso a ela, mas se considerar que impediram os 50 primeiros níveis de comer, em tantos outros não havia pessoas vivas e mesmo assim faltou comida, é a prova concreta que ninguém sabia o que fazer para gerar o bem estar pleno das pessoas.

Entenda caro leitor, a redenção não vem de uma ação humana, ou mesmo uma mensagem da mais refinada mente humana (ideologia), a redenção, a Salvação, vem unicamente de Deus que entregou o seu único filho por nós. Não se trata de uma mensagem, uma ideologia abstrata; mas de uma Verdade que atravessa os séculos.


Há um único Deus que pode mudar nossa realidade! A paz que desejamos jamais virá através do capitalismo, do socialismo ou de qualquer outra ideia humana, nada vem de bom de homens egoístas, pois até o que tentamos fazer de bom não passa de atitudes egoístas que visam nossos próprios interesses (Isaías 64.6).


[1] Acesse o texto “Ideologia Insuficiente” na íntegra [clique aqui]
[2] Acesse o teto “Direito do Diabo” na íntegra [clique aqui]
[3] Assim são chamados os membros da ABL (Academia brasileira de Letras)


quinta-feira, 4 de março de 2021

O Marketing do Século 21

 


Você está investindo na divulgação do seu negocio? Suas vendas tem aumentado? Se sua resposta foi "sim" para a primeira pergunta mas foi "não" para a segunda, talvez você precise rever seus conceitos de marketing e propaganda. 

Primeiramente abandone a ideia de que marketing é para pessoas com curso superior na área e especializações em propaganda. Claro que não se exclui essas pessoas, afinal quanto mais estudo e conhecimento melhor. Entretanto o que quero te dizer é que a melhor pessoa para divulgar seus negócios é você!

Isso significa que não devo contratar serviços de empresas nem profissionais de marketing? Não radicalmente; o que estou tentando te dizer é que não é necessário gastar milhões para aumentar suas vendas, não é preciso contratar uma grande empresa para alavancar suas vendas.

Para você entender melhor vamos definir de maneira bem simples mas completa o que é marketing. Marketing nada mais é que chamar a atenção de possíveis clientes, ou seja, fazer uma oferta para uma determinada audiência.

Talvez você levante a objeção de que nunca determinou ou limitou as pessoas que vêm seu anúncio; talvez seja verdade, contudo você não fez isso conscientemente, mas acabou fazendo isso, veja bem, se você utilizou a panfletagem houve uma limitação geográfica, dificilmente foi possível entregar panfletos em toda a cidade, ao menos em um curto espaço de tempo, anúncios de TV e rádio também são limitados, pois a audiência varia nos diferentes horários e não tem como controlar as pessoas que estão vendo, sendo que um pequeno percentual será seu cliente em potencial. O mesmo vale para os anúncios em jornais e revistas impressas.

Muito bem; tudo isso que descrevemos é o marketing do século passado, ao menos do final dele. Mas nosso objetivo aqui é descrever o Marketing do século XXI. Mas o é esse marketing? Bom, trata-se, obviamente, de chamar a atenção das pessoas, contudo disputar a atenção das pessoas em nossos dias é uma "missão quase impossível"; nem mesmo as atividades que consideramos tão importantes como dirigir e um almoço em família estão conseguindo ganhar da internet e do celular, portanto não lute com o digital mas junte-se a ele. Portanto se a atenção das pessoas está no digital, seu negócio também precisa estar lá. 

Excelente! Até ai tudo bem, talvez você já tenha percebido isso, o que provavelmente você não sabia é que anunciar na internet é muito mais barato e simples do que você pensa, você não precisa de rios de dinheiro e você mesmo pode criar seus anúncios ou se valer apenas de uma consultoria de gestão de tráfego.

E o melhor de tudo, talvez se você usar o mesmo valor que já gasta nos meios de divulgação do século passado para investir nos anúncios online você pode dobrar seus resultados. Sendo assim, não deixe de acompanhar nossa página do Facebook e nossas próximas postagens.

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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Asus ZenBook 14 - Principal concorrente do MacBook da Apple




Criatividade, estilo e inovação são as qualidades que definem o novo e elegante ZenBook 14. A inovação é marcada pelo revolucionário ScreenPad™ 2.0, são duas telas para você descobrir o seu potencial criativo. Ainda assim, é um dos menores notebooks de 14 polegadas do mundo e apresenta a incrível tela NanoEdge sem bordas.

O ZenBook 14 anuncia uma nova era de design ultraportátil, com um chassi ultracompacto e ultraleve. Com a tela NanoEdge, o ZenBook 14 é um dos menores notebooks de 14 polegadas do mundo para que você possa explorar criatividade em qualquer lugar! São apenas 1,26kg e 16,9mm de espessura.

O novo notebook ASUS ZenBook 14 tem a incrível tela NanoEdge de 14 polegadas, que ocupa 92% de toda a parte frontal, graças à moldura de apenas 2,9mm. O visual é impressionante. A tela de resolução Full HD parece infinita!

Fonte: Amazon

Analfabeto funcional ou picareta profissional?

Por isso que faço a pergunta: será que existe uma analfabetismo funcional ou o que temos são picaretas profissionais que ensinam uma falsa p...